já junho
muita chuva. noite segunda de junho
tão encharcada quanto fria.
no moleskine aberto, a tinteiro em punho
escreve que eu te amo. em poesia.
muita chuva. noite segunda de junho
tão encharcada quanto fria.
no moleskine aberto, a tinteiro em punho
escreve que eu te amo. em poesia.
Linda flor, a flor-da-Chris
Mais bela que a flor-de-lótus,
Muito mais que a flor-de-lis.
Não é flor de se por em vaso.
Não é flor de apenas um dono...
É flor pra deixar plantada,
Pra mostrar pra namorada
Em linda tarde de outono.
Pra dar em troca de beijo.
Dizem que a flor é encantada
E realiza o desejo
Que, quem a viu, sempre quis.
Mais bela que a flor-de-maio.
Linda flor, a flor-da-Chris.
meus olhos nos teus olhos refletidos
testemunham incrédulos tua beleza
que inunda o meu peito de certeza
e revela sentimentos escondidos.
teus olhos nos meus olhos são bem-vindos.
inevitavelmente inspiradores,
despertam o mais belo dos amores.
e me fazem mergulhar em sonhos lindos.
mais uma vez
descerraram a cortina
e eu cumpri a minha sina
diante da multidão.
eu só queria
que ela fosse minha menina
mas seus pés de bailarina
chutaram meu coração.

A lua no céu não é cheia.
Sequer é meia.
Mas é linda.
Mais feminina ainda
Na companhia de vênus.
Como olhos tão serenos
Quanto instigantes,
Quase obscenos.
Provocantes,
Brilham as duas.
Mágicas,
Delicadas.
E completamente nuas.
em sonhos, delírios, devaneios
teu corpo visita a minha mente
beijo a tua boca. e teus seios.
preso em tuas coxas. ardentes.
se só eu, de nós, sinto saudade
que por maior que seja, ainda é vã;
se o que te guia é a vaidade,
(a que, eu já te disse, é a vilã!)
se o que te excita é a liberdade,
a despertar tua alma cortesã...
que seja feita, assim, tua vontade...
mas quando acordares só, pela manhã
perceberás que a vida, a de verdade,
nem sempre é uma foto no instagram.
infames palavras insones, e tardias,
vagueiam em um bando torpe, as malditas.
maquiam-se para achar quem lhes ache bonitas...
toscas palavras, jamais serão poesias.
O carnaval que eu gosto não está nas ruas,
Não está tampouco em coloridos foliões.
Não está nas moças esculpidas, seminuas
Nem nos desfiles que enfeitiçam multidões.
O carnaval que eu gosto é mais sereno,
Sem batucada, sem bloco. E sem escola.
Tem meu calado querer teu corpo moreno
Que, doce, evolui. Como Cartola.
já nem pede tanto: um solo de violino,
respirar e, respirando, tragar maresia;
de novo amar como amava, quando menino,
para encontrar o que perdeu, sua poesia.
tua ameaça de ostracismo
revelou-se, pois, levada a cabo.
descabido fruto do cinismo
a condenar-me, fora eu diabo.
calo-me. alternativa ao pranto.
inútil é dar-me ao desespero
se, desesperado, me ataranto
com meu inócuo destempero.
corte profundo, lobotomia...
inércia. que me faz mais forte.
necessária pausa na agonia
que vez em quando brinda à minha morte.
ninguém responde por mais que eu questione
(há tantos anos me mantenho curioso)
se a saudade é combustível do insone
ou a insônia alimento do saudoso...
meu anjo, meu doce,
minha amiga,
parceira na labuta,
companheira de luta,
boa de briga.
sempre musa.
mudou a vista.
o que era praia,
virou Paulista.
mudou, bastante, a geografia.
mas não há de sumir,
nem morrer,
a poesia.
por que morreria?
são só os melhores desejos...
um bem querer sem fim,
um mundo perfeito,
que trago no peito,
dentro de mim.
e é ele que eu quero que aconteça
na tua cabeça,
no teu dia-a-dia.
uma vida de conquistas,
mas em harmonia.
e que cada passo teu,
junto ou não do meu,
encontre alegria.
que nunca mais haja dor,
só exista amor, amor e amor.
e que o carinho a te cercar seja tanto
que tenhas certeza que vem de Deus
esse acalanto.
que possas escolher,
que possas fazer,
ter
à disposição,
coisas que te preencham a alma,
a mente,
e o coração.
que viver feliz pra sempre seja o teu lema!
que se mantenha perene a sensação de paz.
e que teu único problema, teu mais terrível dilema,
seja escolher o sabor do teu häagen-dazs!
E de repente, não mais que de repente
Aos vinte e três dias de novembro,
Como se fosse hoje, bem me lembro,
Veio ao mundo o meu melhor presente.
Nos meus braços, uma dádiva divina
Tão frágil, tão forte. Tão linda. Tão minha.
Eu era pai daquela menininha...
Apaixonado por Ana Carolina.
Muitos sonhos, desejos. Muitos planos,
Uma vida nova, uma estrada mais bonita,
Em cada abraço, alegria infinita,
Com a minha moça, hoje com dez anos.
não sei se sinto o que sinto
por vaidade ou instinto
ou se por medo do nada.
mas o que é fato inegável
é que mesmo que instável
meu peito é tua morada.